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G20 centra-se na cooperação contra o terrorismo

Foi na luxuosa estância turística de Antalya, na Turquia, que os líderes dos vinte países mais ricos do mundo se juntaram para uma cimeira que durou dois dias. No G20falou-se de comércio internacional, políticas de emprego, combate à fraude fiscal… Mas foram os ataques de Paris, na véspera do encontro, que redefiniram toda a agenda.

O grande ausente foi, sem dúvida, o presidente francês. François Hollande foi substituído pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, a quem o presidente turco apresentou as condolências. O G20 juntou chefes de Estado e de governo de potências que condenaram em conjunto oterrorismo, relembrando que também o país anfitrião, a Turquia, tem vivido episódios sangrentos.

O radicalismo islâmico e a urgência de uma solução para a Síria motivaram vários encontros bilaterais, como o que decorreu entre os presidentes americano, Barack Obama, e turco, Recep Tayyip Erdogan. “A conversa que tivemos hoje foi muito produtiva no sentido de continuar a coordenar o trabalho conjunto que tem sido realizado para reforçar a segurança na fronteira entre a Síria e a Turquia, onde o Daesh tem operado. Vamos redobrar os esforços para, juntamente com os outros membros da coligação, encontrar uma transição pacífica para a Síria”, declarou Obama.

A ênfase residiu no reforço do sistema de informações relativas às movimentações de combatentes e da luta contra as fontes de financiamento do terrorismo, nomeadamente através do congelamento de bens. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou mesmo que “só a cooperação total na troca de informações sobre transações suspeitas é que pode pôr cobro, efetivamente, à ameaça.”

Para Domenico Lombardi, do grupo de reflexão Cigi, o foco tem de recair nas políticas de erradicação da pobreza e doutras causas do terrorismo. “Combater o financiamento do terrorismo não vai erradicar o terrorismo per se. Temos de impulsionar meios para promover um crescimento económico que beneficie cada vez mais regiões, mais países, mais povos”, considera.

A União Europeia e o governo turco têm pressionado o G20 a assumir a crise dos refugiados como um problema global. A Oxfam foi uma das organizações a tentar angariar mais ajudas financeiras, não só para assistência humanitária, mas também para projetos de longo prazo em torno dos refugiados sírios. “É cada vez mais complicada a realidade dos refugiados no Líbano e na Jordânia, onde a Oxfam trabalha. Em muitos casos, eles não conseguem obter autorização de residência, nem têm o direito a um emprego. Por isso é que vemos, cada vez mais, refugiados a dar o passo errado” aponta Daniel Gorevan, membro desta plataforma internacional.

As alterações climáticas foram, talvez, o dossiê mais espinhoso, com a União Europeia a tentar fazer vingar um acordo mais abrangente, que não é visto com bons olhos pelas potências emergentes, à luz dos programas de desenvolvimento económico.

Fonte: Euronews

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