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Confrontos multiplicam-se em Moçambique

Desde quarta-feira que as províncias de Sofala e da Zambézia (centro) têm sido palco de confrontos entre combatentes da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) e as Forças de Defesa e Segurança (FDS).

Apenas na sexta-feira, o ministro do Interior Jaime Basílio Monteiro confirmou os combates e referiu que as acções de desmantelamento das bases da Renamo vão continuar, considerando-as “ninhos de instabilidade”. O objectivo é levar a cabo o desarmamento completo dos militantes, explicou Basílio Monteiro, aos jornalistas na Gorongosa.

De acordo com a agência Lusa, citando um padre local, um novo tiroteio este sábado de manhã entre as forças moçambicanas e militares da Renamo em Inhaminga forçou a fuga da população para as matas, deixando a vila deserta.

Poucos dados oficiais são avançados sobre o número de baixas resultantes dos confrontos, bem como o resultado das operações, certa é a existência de mortos e feridos, em especial nos violentos combates de quarta-feira no distrito de Morrumbala. Populares, citados por diversos órgãos de comunicação social, deram conta de vítimas.

Militantes da Renamo dizem que FDS sofreram pesadas baixas

Na própria quarta-feira, elementos ligados à Renamo confirmaram os combates e referiram que as FDS sofreram pesadas baixas, inúmeras dezenas de mortos, e que armamento, incluindo armas pesadas, foi capturado, dados que a Euronews não conseguiu confirmar.

Recorde-se que a 9 de Outubro, as forças especiais moçambicanas cercaram e invadiram, na Beira, a casa do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e prenderam por algumas horas sete elementos da sua guarda. As autoridades disseram na altura ter sido o início de uma operação de desarmamento. Desde então, Dhlakama tem andado desaparecido.

Nos últimos tempos o homem forte do “partido da perdiz” esteve no centro de pelo menos dois incidentes, a 12 e a 25 de Setembro, em que os seus militantes dizem terem sido “emboscadas”, que resultaram em mortos e feridos. Num dos episódios, as autoridades anunciaram ter sido uma operação para restabelecer a ordem pública face a um incidente de natureza criminosa.

Conhecido como a “pérola do Índico”, Moçambique vive momentos de incerteza. A Renamo recusa reconhecer os resultados das eleições de há um ano e exige governar nas seis províncias onde reclama vitória, sob ameaça de tomar o poder pela força.

O país ainda se está a recompor da terrível guerra civil que durou 15 anos entre 1977 e 1992, que provocou milhões de mortos e refugiados. No início de Outubro foi anunciado que Moçambique estava finalmente livre de minas, depois de um investimento de mais de 2 mil milhões de dólares.

Fonte: Euronews

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