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UE e Turquia pretendem reforçar laços comerciais

Bruxelas e Ancara estão a preparar um plano para reforçar a sua união aduaneira. Esta vontade surge apesar de a Turquia ter interrompido as negociações com Bruxelas tendo em vista a adesão ao bloco europeu.

A União Europeia (UE) e a Turquia estão a negociar um reforço da união aduaneira entre o bloco europeu e Ancara, espaço comercial constituído há duas décadas, em 1995.

O Financial Times avança que, segundo fontes oficiais da UE, as negociações estão em curso apesar de Ancara ter interrompido as negociações tendo em vista a adesão ao bloco europeu. Isto numa altura em que a ameaça jihadista reforçou a tensão entre alguns países europeus e a Turquia, país cujo território é um dos principais pontos de passagem quer de ocidentais que pretendem combater junto do auto-denominado Estado Islâmico, quer de elementos deste grupo sunita que pretendem encetar actividades em território comunitário.

De acordo com aquele jornal britânico, oficiais da UE concordaram analisar a possibilidade de alargar a zona aduaneira mantida com a Turquia a sectores como o dos serviços, agricultura e, inclusivamente, contratação pública. As autoridades turcas mantinham reticências face a esta possibilidade, defendendo, ao invés, que tal se pudesse verificar somente depois de uma total integração na União enquanto membro de pleno direito. A Turquia iniciou negociações com Bruxelas ainda em 2005.

O FT realça que esta aproximação reflecte a importância estratégica da relação entre Bruxelas e Ancara, que é demasiado relevante para se coadunar com uma deterioração continuada. “Este é um primeiro passo muito importante”, adiantou um membro da UE citado pelo jornal britânico.

Após longos anos em que a adesão da Turquia à UE sofreu com a resistência de países como a Alemanha ou a Áustria, também Ancara foi demonstrando uma decrescente vontade em aceder às exigências europeias para se tornar membro da União.

Porque apesar de a 22 de Outubro de 2013 a UE ter acordado iniciar uma nova ronda de negociações com a Turquia, já depois de Berlim ter retirado a oposição a tal hipótese, acabou por ser Recep Erdogan, primeiro-ministro turco, a não demonstrar vontade de retomar as negociações, especialmente num momento em que a Zona Euro ainda se debatia com dificuldades de recuperação económica.

A Alemanha fizera fortes críticas a Ancara, logo no início de 2013, pela forma como as autoridades turcas lidaram com os protestos contra o Executivo de Erdogan.

Fonte: Jornal de Negócios

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