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Adolescentes ocidentais rumam à Síria para casar

As redes sociais desempenham um importante papel no recrutamento. Seguindo uma “ideia quase romântica da guerra e dos guerrilheiros”, dezenas de raparigas ocidentais viajam para o Médio Oriente para se casarem com jihadistas.

França é o país onde foram recrutadas o maior número de ‘noivas’ e combatentes jihadistas – 63 (estimando-se que representem 25% das vindas de países ocidentais) – e outras 60 podem estar prestes a fazer o mesmo, segundo dados referidos pelo jornal britânico “The Guardian”.

Não há indicações oficiais relativamente ao número de portuguesas aderentes ao movimento, mas até agora conhece-se o caso de pelo menos uma rapariga, já noticiado pelo Expresso (Ângela, de 19 anos, que partiu para a Síria este verão para se casar com um jihadista, também de nacionalidade portuguesa).

Os dados relativos a jovens mulheres e raparigas adolescentes recrutadas na Europa, América do Norte e Austrália surgem agora noticiados pelo “The Guardian”, a propósito do impacto que estão a ter os casos de ‘noivas jihadistas‘ extremamente novas oriundas da Grã-Bretanha.

Raparigas de 14 e 15 anos estão a viajar sobretudo para a Síria para se casarem com jihadistas e aderirem às suas comunidades. Uma pequena parte dessas jovens pega mesmo em armas para combater, segundo refere o artigo. As redes sociais têm um importante papel no recrutamento de elementos ocidentais para a organização, sendo que as mulheres e raparigas representam 10% do total.

A adulação às viúvas dos mártires

“Se os seus maridos morrem, elas irão ser aduladas como a mulher de um mártir”, refere Louis Caprioli, antigo responsável pelos serviços de segurança franceses da Direcção de Vigilância do Território, citado pelo jornal britânico.

As raparigas parecem ir com a ideia de apoiar os “irmãos guerrilheiros” e “ter filhos jihadistas que continuem a propagar o Islão”, acrescenta Caprioli.

Os Estados Unidos não avançam quaisquer números. Do Reino Unido estima-se que tenham partido 50 raparigas para aderir ao Estado Islâmico, um décimo das quais para combater na Síria. E pelo menos 40 foram da Alemanha para o Iraque.

Da Áustria, os casos de duas adolescentes, de 16 e 15 anos, que fugiram de suas casas em Viena para se juntarem aos jihadistas na Síria, são referidos como “a mera ponta do icebergue”.

Muitas raparigas serão atraídas por uma “ideia quase romântica da guerra e dos guerrilheiros”, afirma ao “The Guardin” Karim Pakzad, do Instituto Internacional Francês para as Relações Estratégicas. “Existe um certo fascínio mesmo em relação às cabeças e às degolações. É uma aventura”, refere, explicando que muitas das jovens podem sentir-se nos novos destinos mais respeitadas e importantes do que nos países de origem.

Source: Expresso

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